Alimentação Complementar do Bebê

Alimentação e Desenvolvimento

A alimentação da criança modifica-se ao longo do seu crescimento e desenvolvimento. Do ponto de vista comportamental, desde o nascimento os recém-nascidos saudáveis possuem a capacidade de autorregular sua alimentação, determinando o início da mamada, qual a velocidade que sugam e quando querem parar de mamar. Desde o nascimento, a mãe deve ser encorajada a entender que o recém–nascido e o lactente saudáveis nascem aptos para regular sua fome e saciedade; aprender a interpretar estes sinais é fundamental para o sucesso na amamentação, alimentação complementar e formação dos hábitos alimentares até a vida adulta. Por volta dos seis meses de idade a criança está apta a iniciar a introdução alimentar, mesmo os bebês alimentados com fórmula infantil deve iniciar a alimentação aos 6 meses. Alguns sinais mostram que a criança está pronta para o processo de mastigação e digestão dos alimentos. Veja o esquema abaixo elaborado Priscila Maximino para o Departamento de Nutrologia da SBP:

Esquema elaborado Priscila Maximino. Departamento de Nutrologia da SBP.

O que é Alimentação Complementar?

É importante destacar que a alimentação complementa o leite materno, mas não o substitui. O leite materno compreende cerca de 70% das necessidades nutricionais da criança aos seis meses de vida e contribui para o desenvolvimento neurológico e evolução dos músculos faciais importantes para a mastigação dos alimentos.

A alimentação complementar deve ser oferecida de forma a respeitar a saciedade e apetite do lactente, evolui de forma gradual em consistência e quantidade. Deve ser preparada com alimentos naturais e valorizar a cultura alimentar local e familiar.

Quadro ilustrativo do Guia Alimentar para Crianças menores de dois anos do MS.

Não é recomendado o uso de pimentas e temperos picantes, TEMPEROS INDUSTRIALIZADOS, mel até os dois anos de vida, qualquer tipo de açúcar, NÃO TEMPERAR COM SAL, utilizar temperos naturais e preparar as refeições em fogo brando e com pouca água ou no vapor.

Não é necessário coar, peneirar ou liquidificar os alimentos. Lembre-se que a alimentação complementar é um período de conhecimentos dos alimentos (aroma, textura, sabores) diferente do que o bebê está acostumado. Então mamães e papais, tenham paciência, deixe a criança ter o contato com o alimento na sua form

a natural, evite modificar ou mascarar o sabor dos alimentos. O processo de mastigação, mesmo sem os dentinhos, é importante para saborear e conhecer esse universo cheio de NOVIDADES para os nossos pequenos.

Não ofertar suco, mesmo que seja da fruta, antes de 1 ano de vida. Deixe seu filho ter contato com o alimento natural. Preparações muitos líquidas distendem o estômago do bebê, além disso, apresentam menor teor nutricional tanto em calorias como em nutrientes. É melhor ele comer 3 colherzinhas de fruta a tomar 100 mL de suco da fruta.

Após introduzir a alimentação iniciar ofertando água mineral/filtrada/fervida.

Lembre-se que é importante o bebê iniciar a alimentação, sempre que possível, junto à família, em um ambiente calmo e com aconchego e que os familiares possam participar das refeições principais e adotar uma alimentação saudável e equilibrada. Abaixo apresento outro quadro ilustrativo, retirados do Guia Alimentar para Crianças menores de dois anos, com informativos complementares.

Preparo dos alimentos. Guia Alimentar para Crianças menores de dois anos do MS

Escrito por Elenice Oliveira, Nutricionista Materno Infantil do Luminar.

O texto foi baseado no GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS elaborado pelo Ministério da Saúde em 2013 e pelo Guia Prático de Atualização do departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria A Alimentação Complementar e o Método BLW (Baby-Led Weaning) publicado em maio de 2017.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica. 2ª. ed, Ministério da Saúde, Brasília, 2013.

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